FORÇA RELATIVA: QUANTO DE FORÇA O ATLETA PRODUZ PARA O SEU CORPO?

Na avaliação de performance, a força absoluta representa a capacidade de produzir força. A força relativa acrescenta uma informação fundamental: quanto dessa capacidade existe em relação à massa corporal que o atleta precisa deslocar.
Na plataforma de força podemos observar diferentes dimensões desse comportamento, como força/massa, potência/massa e taxa de desenvolvimento de força (RFD).
Essas variáveis se complementam, mas não representam a mesma capacidade.
A força relativa ajuda a compreender a capacidade de produzir força considerando o tamanho corporal. A potência relativa acrescenta a capacidade de transformar essa força em produção mecânica. A RFD acrescenta uma dimensão temporal: quão rapidamente essa força é desenvolvida.
E aqui existe uma discussão importante. Um atleta pode apresentar excelente força relativa e, ainda assim, possuir uma RFD inferior à esperada para a demanda da sua modalidade. Isso significa que produzir muita força e produzir força rapidamente são características relacionadas, porém distintas. A RFD também exige cuidado na interpretação. Seu valor depende do protocolo, da fase da curva força–tempo analisada, do método utilizado para cálculo e da qualidade da execução. Por isso, um único número de RFD não deve ser interpretado isoladamente como sinônimo de desempenho explosivo.
O verdadeiro valor da plataforma de força aparece quando essas informações são analisadas em conjunto.
Força relativa.
Potência relativa.
RFD.
Curva força–tempo.
Estratégia de movimento.
Histórico do atleta.
A pergunta deixa de ser apenas - “Quanto de força ele produz?”
E passa a ser - “Quanto de força ele produz para sua massa corporal, com que potência e em quanto tempo consegue desenvolver essa força?”
É nesse ponto que avaliação deixa de ser coleta de dados e passa a ser ciência aplicada à decisão de treinamento.
Dados → interpretação → decisão → performance.
Kinvent Force Plate | Recovery Lab Academy
Ciência aplicada à Performance.





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