FORÇA RELATIVA E RFD: DUAS PERGUNTAS DIFERENTES SOBRE O ATLETA

Quando avaliamos um atleta, a força produzida precisa ser interpretada dentro do contexto da sua massa corporal.
É daí que surge a força relativa: uma relação simples, mas extremamente relevante para compreender a capacidade do atleta de produzir força em função do próprio peso.
Na plataforma de força da Kinvent, podemos acompanhar essa relação e cruzá-la com outros indicadores, como potência relativa e taxa de desenvolvimento de força (RFD).
E é justamente nesse cruzamento que a análise começa a ficar interessante.
Força relativa responde a uma pergunta.
RFD responde a outra.
A primeira nos ajuda a compreender quanto de força o atleta consegue produzir em relação à sua massa corporal.
A segunda acrescenta uma informação fundamental sobre a velocidade com que essa força é desenvolvida.
Isso cria uma situação que merece atenção: dois atletas podem apresentar valores semelhantes de força relativa e comportamentos muito diferentes na curva força–tempo.
Por isso, não considero suficiente classificar um atleta simplesmente como “forte” ou “fraco” a partir de um único indicador.
A questão é compreender como essa capacidade de força se manifesta no tempo e como ela se relaciona com a demanda da modalidade.
E aqui está uma das perguntas que mais me interessa na avaliação:
Um atleta com excelente força relativa necessariamente apresenta uma excelente capacidade de desenvolver força rapidamente?
Essa relação entre força/massa, potência/massa e RFD merece uma análise muito mais cuidadosa.
Porque medir é apenas o primeiro passo.
O verdadeiro trabalho começa quando precisamos interpretar o dado e decidir o que ele significa para aquele atleta.
É aí que avaliação se transforma em performance.





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